EVASÃO X RETENÇÃO, em tempos de COVID 19

 

Segundo Pesquisa realizada pela FGV no mês de Marco,  publicada no Estadao, 80% dos consumidores estão comprando apenas bens essenciais, cerca de 16% alegam não terem sido afetados.

Em Abril a tendência de desconforto deve ser ampliado pelas demissões e suspensões de contrato de trabalho, trazendo impactos diretos na perda de renda da população em geral.

Esta mesma pesquisa, a FGV aponta que 68% acreditavam que a economia se normalizará no prazo de 6 meses, enquanto especialistas em economia apontam um que a recuperação não vira em menos de 2 anos.

A inadimplência no setor educacional será inevitável e certamente aumentara sensivelmente, os resultados sofrerão impacto direto neste semestre.

Caberá as IES identificar eventuais ofensores, adequando seus custos a nova realidade, antecipando-se ao movimento da perda de alunos presenciais, que irão trancar 1 ou mais semestres ou irão migrar para cursos EAD.  

Uma abordagem profissional, amigável, personalizada e humanizada fara com que o então devedor se sinta acolhido neste momento de dificuldade, aumentando a possibilidade de retenção da Escola/IES. 

Dentro deste cenário entram as empresas parceiras na área de cobrança e retenção de alunos que poderão atuar de forma decisiva, visando identificar os alunos que poderão manter-se ativos no segundo semestre 2020. 

Importante afastarmos a ideia de aplicação de descontos generalizados pois a Pandemia não tornou todos insolventes. A abordagem individualizada fara com que as empresas não percam receita daqueles que podem pagar neste momento de dificuldade. Estamos falando de filhos de servidores públicos, funcionários de grande empresas ou que tem seu curso mantido por seus empregadores.

Imprescindível a estruturação de campanhas, com métricas que possam atender a realidade de cada situação concreta.

Outro detalhe importante é trabalhar politicamente o não avanço do Projeto de Lei 1163/2020 que tramita no Senado Federal que institui o desconto generalizado de 30% nos cursos privados presenciais enquanto perdurar a Pandemia. Isso seria um golpe mortal para muitas pequenas e medias IES.

A mudança repentina do ensino presencial para o a distância pode implicar em alguma redução de algumas despesas como luz, agua, telefonia e segurança mas nada que justifique 30% de redução das mensalidades.

Ja existe um sinalizador de volta as aulas em Países Europeus fortemente afetados pela Pandemia, como Alemanha, é possível que isso se estenda ao Brasil até o final de Maio/20, desde que o setor se comprometa com medidas de segurança para evitar contagio, como uso de máscara e luvas obrigatório, dispenser de álcool gel e sanitização de ambientes.

A eventual perda de conteúdo poderá ser compensada no período de férias e com aulas nos finais de semana a medida que houver flexibilização.

As IES terão que investir maciçamente no segmento de EAD, podendo em escala tentar equilibrar um pouco a balança diante de tamanhas perdas.

Poderão ainda pensar em estruturar um financiamento próprio, flexibilizando parte do custo dos Estudos de seus alunos, ajuste da grade curricular de presencial para EAD, redução de quadro de pessoal, terceirização de setores (como o de cobrança que representamos – neste aspecto individual, o que justifica a IES manter um time interno de cobrança que custa muito caro e requer investimentos em tecnologia e pessoal, se você pode ter o mesmo serviço, entregando muito melhor resultado através de empresas como a DDM que atende exclusivamente o segmento Educacional.

Enfim,  vivemos um momento único na história da humanidade, são tempos de muita aprendizagem, reflexão, tempos de se reinventar para as IES continuarem a auxiliar na formação de novas gerações de profissionais que possam encontrar um caminho para o fortalecimento e retomada do desenvolvimento do Brasil.